“Pára, respira fundo, acalma-te e pensa”: Estratégias para regular as emoções

“Pára, respira fundo, acalma-te e pensa”: Estratégias para regular as emoções

“Esta semana sinto-me esgotada! À mínima situação de conflito, algumas crianças da minha sala choram, gritam, batem… As suas emoções impedem-nas de resolver os seus problemas. O que posso fazer mais?” Retomamos uma mensagem anterior sobre a importância das emoções serem reguladas, procurando explorar algumas estratégias que o/a educador/a pode utilizar para ajudar as crianças… Continuar a ler

Triunfo da razão: Com os castigos aprende-se pouco e mal!

Triunfo da razão: Com os castigos aprende-se pouco e mal!

Os primeiros anos de vida são ricos em aprendizagens e aquisições. Na sua relação dinâmica com o mundo físico, sensorial e social, o cérebro recolhe inúmeras informações (regras, conceitos, atributos), aprende a causalidade (a relação entre as coisas) e estabelece previsões [1]. Para este processo cognitivo contribuem as regras sociais. De facto, a criança (desde… Continuar a ler

Educação inclusiva: Um instrumento de autorreflexão

Educação inclusiva: Um instrumento de autorreflexão

Em cada jardim de infância, município, região e país se multiplicam iniciativas, projetos, ações e organismos para a promoção da educação inclusiva. Alguns organismos e projetos atravessam mesmo as fronteiras dos países para que possamos pensar e aprender em conjunto, partilhando experiências e saberes.

Já conhece a Agência Europeia para as Necessidades Especiais e para a Educação Inclusiva? E já ouviu falar do seu projeto “Educação de Infância Inclusiva”? Continuar a ler

“A mãe volta [mesmo] já”? A transição e as despedidas na creche e no JI

“A mãe volta [mesmo] já”? A transição e as despedidas na creche e no JI

O João tem chorado muito ao despedir-se da mãe, na chegada à creche. Alguém lhe sugeriu que fosse embora sem ele se aperceber, mas, ao discutir a situação com a profissional da sala, encontrou-se uma solução mais construtiva, que tornou a despedida relaxada para todos: quando chega à creche, a mãe entra na sala e brinca com o João por 5/10 min; depois leva-o até à janela e diz-lhe para ficar lá com a educadora, enquanto sai para lhe dizer adeus do outro lado do vidro. Continuar a ler

O lado agridoce dos refrigerantes e sumos sem açúcar

O lado agridoce dos refrigerantes e sumos sem açúcar

A alimentação das crianças mais novas, em diversos contextos, é uma preocupação constante de profissionais de educação de infância e das famílias. Um conhecimento atualizado pode apoiar o desenvolvimento de práticas mais saudáveis. Assim, convidámos um nutricionista, o Dr. João Rodrigues, para escrever uma mensagem sobre um tema que lhe parecesse relevante, considerando a sua experiência no trabalho com crianças, famílias… Continuar a ler

À beira de um ataque de nervos? Mais vale prevenir que remediar os comportamentos desafiantes das crianças

À beira de um ataque de nervos? Mais vale prevenir que remediar os comportamentos desafiantes das crianças

Avizinhando-se o final do ano letivo, a educadora Filomena faz um balanço geral do que foi vivido na sua sala durante o ano. Foi um ano bastante exigente. Sente que passou demasiado tempo a gerir o comportamento de algumas crianças, particularmente em determinados momentos do dia, como por exemplo, na transição da brincadeira livre para… Continuar a ler

Participação é…? As vozes dos educadores

Participação é…? As vozes dos educadores

A participação, direito fundamental das crianças, envolve a sua competência, voz e agência para exercer influência nos diversos assuntos que lhe dizem respeito [1]. A sua promoção é considerada um investimento no bem-estar das crianças [2] e, em Portugal, as Orientações Curriculares para a Educação de Infância são explícitas quanto à sua importância [3]. Mas o… Continuar a ler

Inspiração nórdica: Valores, princípios e práticas

Inspiração nórdica: Valores, princípios e práticas

“O segredo dos nórdicos”. “O ensino que já é modelo no mundo”. Se pesquisarmos, na internet, sobre educação de infância nos países nórdicos, rapidamente encontramos informação sobre os jardins de infância na floresta, na Noruega ou na Dinamarca, assim como informação sobre a importância dada ao brincar na Finlândia, ou sobre a excelência do sistema escandinavo.… Continuar a ler

A importância do brincar para a aprendizagem e o desenvolvimento na infância

A importância do brincar para a aprendizagem e o desenvolvimento na infância

Ainda gosta de andar de baloiço? Brincar é uma atividade livremente escolhida, intrinsecamente motivada e individualmente dirigida pela criança. O único objetivo da brincadeira é brincar, divertir-se, envolver-se com objetos, com pessoas, com ações, com ideias e ocorre num “espaço” distinto da realidade [1]. Através da brincadeira, as crianças exploram, criam e recriam um mundo… Continuar a ler

Inspiração nórdica: Visita a um jardim de infância na floresta

Inspiração nórdica: Visita a um jardim de infância na floresta

Na Noruega, à semelhança do que acontece noutros países nórdicos, as crianças têm a possibilidade de frequentar jardins de infância na floresta. Visitámos recentemente um destes jardins, no âmbito de uma conferência que teve lugar em Oslo [1]. É esta visita que partilhamos consigo nesta publicação.   Jardins na floresta: o exterior como ambiente pedagógico… Continuar a ler

Lá fora também se brinca… como promover a brincadeira no exterior em creche e jardim de infância

Lá fora também se brinca… como promover a brincadeira no exterior em creche e jardim de infância

Nesta mensagem irei escrever sobre a importância de as crianças pequenas brincarem no exterior, com o objetivo de reforçar as suas potencialidades e de refletir com os/as leitores/as sobre como utilizar este contexto. Os espaços e o tempo de brincadeira mudaram significativamente na última parte do século XX e no início do século XXI [1,2].… Continuar a ler

Entre mãos e ecrãs: Práticas de qualidade no jardim de infância

Entre mãos e ecrãs: Práticas de qualidade no jardim de infância

Este texto pretende apresentar recomendações para educadores de infância sobre como promover práticas de qualidade na utilização dos ecrãs com crianças entre os 3 e os 6 anos, de modo a apoiar, esclarecer dúvidas e aproveitar as potencialidades destes recursos para o desenvolvimento das crianças. Os ecrãs rodeiam-nos e despertam, desde cedo, o fascínio das… Continuar a ler

À beira de um ataque de nervos? Como lidar com os comportamentos desafiantes das crianças

À beira de um ataque de nervos? Como lidar com os comportamentos desafiantes das crianças

Os/as profissionais de educação de infância relatam frequentemente que uma das principais preocupações no seu quotidiano tem que ver com a gestão dos comportamentos desafiantes das crianças, tais como atirar objetos, interromper as atividades das outras crianças, bater, não cumprir as regras ou as instruções… Neste texto irei destacar um conjunto de estratégias que pode… Continuar a ler

Como promover o envolvimento nas brincadeiras em creche e jardim de infância?

Como promover o envolvimento nas brincadeiras em creche e jardim de infância?

Autora: Liesl Veulemans, UCLL, Bélgica Mensagem original disponível em EarlyYearsBlog.eu.   É o primeiro dia de estágio da Ema numa creche. Ela observa rapidamente a sala. “Onde é que as crianças precisam de mim?” A Ema está em todo o lado e em lado nenhum da sala; ela anda – não, ela corre – de… Continuar a ler

Ouve a minha ideia, podíamos fazer em conjunto! Tarefas cooperativas e participação da criança

Ouve a minha ideia, podíamos fazer em conjunto! Tarefas cooperativas e participação da criança

Desde os primeiros anos de idade, a criança pode ser envolvida em tarefas quotidianas, tais como ajudar a fazer um bolo, a arranjar o jardim e a tratar do cão. A criança aprende a desempenhar uma tarefa, a cooperar e a participar ativamente no seu contexto de vida. As tarefas cooperativas promovem a aprendizagem em… Continuar a ler

“Ainda não está preparada…” Adiamos a matrícula no 1.º ciclo?

“Ainda não está preparada…” Adiamos a matrícula no 1.º ciclo?

Adiar a matrícula no 1.º ciclo é uma possibilidade prevista na Lei [1, 2]. Contudo, quais as consequências desta opção? E serão as consequências iguais para todas as crianças? Será que mais um ano no jardim de infância faz a diferença? Teria mais tempo para amadurecer e para se preparar melhor para os desafios do… Continuar a ler

Crianças de risco ou em risco? Como protegê-las?

Crianças de risco ou em risco? Como protegê-las?

“Crianças são um povo e vivem num país estrangeiro” (Beppe Wolgers, 1956) Durante os primeiros anos de vida, as crianças são totalmente dependentes dos adultos que cuidam delas e que são responsáveis pela satisfação das suas necessidades. Se a satisfação destas necessidades estiver comprometida, as crianças poderão enfrentar algum tipo de risco para o seu… Continuar a ler

“Eu consigo! Eu sei! Eu tenho muitos amigos para brincar!”: o autoconceito em idade pré-escolar

“Eu consigo! Eu sei! Eu tenho muitos amigos para brincar!”: o autoconceito em idade pré-escolar

As crenças e sentimentos que temos sobre nós próprios são fundamentais para o nosso bem-estar e desenvolvimento. Também as crianças, desde cedo, constroem imagens de competência e de aceitação sobre si, determinantes para os sentimentos, comportamentos e expectativas que desenvolvem, nas mais diversas situações. Nesta publicação abordamos o autoconceito e a sua promoção, em idade pré-escolar. O que é o autoconceito?  O autoconceito é visto como o conjunto de valores, imagens e perceções que temos em… Continuar a ler

A educação de infância e os objetivos de desenvolvimento sustentável

A educação de infância e os objetivos de desenvolvimento sustentável

Este texto tem como objetivo discutir o lugar das crianças pequenas e, especificamente da Educação de Infância nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos em 2015 pelas Nações Unidas. Podemos pensar esta relação em dois eixos: como é que o investimento na educação de infância e no desenvolvimento e aprendizagem das crianças pequenas se traduz,… Continuar a ler

As meninas praticam karaté… e os meninos ballet

As meninas praticam karaté… e os meninos ballet

As crianças classificam, desde cedo, o mundo que as rodeia, de forma a compreendê-lo e a atribuir-lhe significado. O conceito de género é uma das primeiras categorias assimiladas pelas crianças. Educadores, familiares, pares, e outros agentes de socialização assumem um papel determinante na transmissão de conhecimentos, mas também de valores, preconceitos e estereótipos sobre as… Continuar a ler

Queres brincar comigo? As interações entre pares com e sem incapacidade no jardim-de-infância

Queres brincar comigo? As interações entre pares com e sem incapacidade no jardim-de-infância

Frequentemente, os/as educadores/as ao apresentarem ou descreverem os comportamentos de algumas crianças com necessidades adicionais de suporte, referem: gosta de brincar sozinho/a, isola-se, gosta de passear pela sala e observar o que os/as colegas estão a fazer, vê-se que gosta de estar na sala, os/as colegas gostam muito dele/a, é muito bem aceite. Este texto… Continuar a ler

Libertar o cientista que existe dentro de cada criança

Libertar o cientista que existe dentro de cada criança

Constatar um problema, formular uma hipótese (isto é, imaginar uma solução viável para o problema), fazer observações e documentar os resultados obtidos são tarefas típicas dos cientistas. Através destes passos, os cientistas constroem e comunicam conhecimento, aplicando e desenvolvendo competências de pensamento crítico, observação e resolução de problemas. De igual modo, as crianças em idade… Continuar a ler

Salvos pelo amor! Relações de vinculação e desenvolvimento

Salvos pelo amor! Relações de vinculação e desenvolvimento

Em qualquer idade receber e dar amor é fundamental. Intuitivamente, percebemos a importância de ter alguém em quem confiar, o valor de nos abrigarmos no amor dos outros, e de poder amar alguém de tal forma que esse amor é em si próprio estruturante. Na infância, o amor dos pais (geralmente, as figuras de vinculação),… Continuar a ler

Serão as emoções adaptativas? Sim, mas precisam de ser reguladas!

Serão as emoções adaptativas? Sim, mas precisam de ser reguladas!

A promoção de competências emocionais nas crianças tem vindo a ser cada vez mais valorizada [1]. Aos dois anos a criança parece ser já capaz de nomear emoções, aos três começa a falar das experiências emocionais dos outros e aos quatro é capaz de perceber que as reações emocionais podem variar de pessoa para pessoa… Continuar a ler